segunda-feira, 12 de julho de 2010

[tired of playing with this bow and arrow]

é, ando assim. não sei mais brincar disso. tem coisas que não deveriam ter regras e têm. aliás, existe um limite até pras regras. existe um limite pro pensamento humano sempre tão explicativo e coeso. esta fronteira está no amor, no mistério divino dos sentimentos, em algo que não tem resposta. e sim, criamos/crio métodos-técnicas-receitas-formulação pra isso e acabo por burlar tudo. por não suportar toda esta gana de ganhar. de estar, no fim, por cima. e eu sei que existem mais de "mim´s". mais gente que é café-com-leite nessa brincadeira, e que está cansada.
não vejo futuro neste jeito, não por agora, não entendo o porquê, só quero parar de jogar.

[uma frase dentro do ônibus]


se nós repararmos bem, a vida é um álbum de fotografias em movimento. cada olhar tem uma história, uma graça, um curioso e inexprimível encanto. mas isto tudo... se nós repararmos bem.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

um vão mental

minhas palavras não exprimem mais do que outras
outros que descreveram você e a mim com muito mais destreza do que nós
prefiro o silêncio das almas pensantes
o mesmo das enormes descobertas
mais inovadoras conclusões sobre o mundo
das quais já me esqueci.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

sobre o inteiro.

metade não existe: uma parcela de ilusão. não há copo meio vazio, nem meio cheio. existe um corpo completo até onde pôde.
quando entrega-se com receio é devagar, no ritmo lento da naturalidade que os homens já perderam há séculos. mas entrega-se. aos poucos e sempre.
é sociológico se apressar, mas não deve ser humano. não deveria, ao menos.
inteiramente, profundamente, conscientemente joga-se de um precipício de incógnitas... pra caçar certezas no vale.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

qual é a falta que tenta incessantemente se achar nos outros? que parte foi perdida em cada olhar? quantos olhares foram trocados por essa falta? quantos mais?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

aqui nós nascemos de novo. aqui e em qualquer lugar desconhecido. nascemos porque a nossa imagem é composta a nosso gosto. escolhemos o meio e a trilha sonora pra nascer. escolhemos a hora do parto, o que queremos aprender e adicionar aos nossos gostos e hábitos. criamos nosso habitat.
não sabemos escolher ainda. mas temos que. a vida grita pra que aprendamos. mas não sabemos. e vamos decidindo coisas vitais por osmose, caminhando no engodo da juventude, opiniões embriagadas, ao vento, concretizando-se no dia-a-dia. não sabemos se vai valer a pena. e aí que se esconde a graça.
a graça, o segredo, a essência. nessa ânsia de entender, nos perdemos do espontâneo, racionalizamos o abstrato, perdemos oportunidades, ganhamos o dobro, realizamos umas, perdemos mais outras.
no fim, seremos sempre nós, porque é impossível sermos outros.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

roda-gigante.

me vejo cercada de uma certa familiaridade, das minhas músicas, da minha ex-solidão, de um canto que vivi e cresci. me vejo, no fundo, espetada em uma condição que não é minha mais. é estranho e bom se re-conhecer neste mundo.
as partes da vida mudam tanto a cada dia, as pessoas que entram e ficam, as coisas que entram e passam, voltar num estado estático de passado é quase assustador e angustiante.
não digo ruim, digo estranho. uma estranheza que as voltas dessa roda-vida sabe explicar. mas só ela sabe.